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BULLYING NO TRABALHO Psicólogo: Luiz Nelson Dévia Neto Quando falamos em bullyng nem sempre é só em escolas, entre adolescentes ou “tribos urbanas”, mais como agir!? A quem recorrer!? O autor do bullying pode ser uma pessoa, um grupo ou todo um departamento. No local de trabalho pode exercem algum tipo de poder, ou simplesmente tem ascendência psicológica sobre os mais fracos, descarregando sua agressividade de diversas maneiras como gestos, olhares, risadinhas, racistas, ridicularizações, através de imitações de gestos, trejeitos, voz, modo de caminhar e de atuar, no controle excessivo de horários de chegada, de saída, de ida ao sanitário, na convocação de horas-extras, enfim de diversas maneiras e modos. As vitimas deste abuso sofre em silencio, por medo dessas ameaças e opressões continuarem, porém a omissão do abuso não resolve o problema, pode passar despercebido por pouco tempo até se dar algum sinal como: baixa satisfação no trabalho e numerosas intenções de abandonar a organização. Podem experimentar dores de cabeça, fadiga, transtornos no padrão de sono, perda ou ganho de peso, ansiedade, ataques de pânico, entre outros; podem ter sentimentos de confusão, raiva, culpa vergonha, medo, terror, aflição, depressão, insegurança e isolamento. Todo temos que ficar atentos com o bullyng e cientes de sua gravidade. Para proporcionar um local de trabalho saudável, faz-se necessário no ambiente onde esteja acontecendo o bullying, que a organização fique atento ao problema, que o aceite e faça um plano de ação sobre as mudanças necessárias para se tornar um lugar seguro para todas as pessoas trabalharem. Não existe receita pronta, pois cada indivíduo é um ser especial, com suas dificuldades e habilidades. Porém, no âmbito individual, tanto os bullies quanto as vítimas precisam de ajuda. Algumas vítimas conseguem encontrar suas próprias soluções e, com o tempo, superam seus traumas. No caso de não conseguir resolver os conflitos, o acompanhamento psicológico pode contribuir para uma melhora pessoal e profissional.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 13h28
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Promessa : mapa dos sonhos Psicólogos Caio Simões e Daiane Piarete Quem nunca se fez uma promessa no final do ano? E quem nunca deixou de cumprir uma promessa? É quase que natural, com a chegada do final de um ano, ou o início de outro, revisamos o ano que passou e fazemos muitas promessas para o próximo ano, acreditando que elas quase que por mágica, ou por vida própria, serão realizadas. Um novo emprego, um esporte, uma dieta, uma viagem, voltar a falar com essa ou aquela pessoa, etc. Inclusive nos entregamos aos rituais de passagens de anos, que não são tão atuais, para realizá-las. Há milênios esses rituais acompanham o homem na busca de se organizar e planejar o ano novo. Mas será que somente fazer as promessas é necessário para realizá-las? Não, promessas devem estar inteiramente ligadas a cumprir, ou seja, não adianta prometer e deixar ao acaso que aconteça. Se desejamos algo, realizaremos por nós mesmos este algo. Outra tendência do homem é postergar seus planos. Mesmo sabendo que ele mesmo terá que cumprir, adia durante todo o ano, e lamenta ao final do mesmo por não ter cumprido. O ser humano tem duas formas de ação, que claro, ora uma predomina, ora outra: atitudes impulsivas, e atitudes programadas. Como o próprio nome já diz, atitude impulsiva é aquela que não vem de programação prévia, ela acontece quase que instantaneamente, sem pensamento ou medidas de segurança. Já a programada é aquela ponderada e pensada minuciosamente, para evitar as conseqüências negativas. Precisamos ter certa impulsividade quando falamos de realizar metas e promessas, pois se ficarmos somente no pensamento, não agimos, e perdemos a oportunidade de realizar um sonho. Nossos planos e projetos para o ano novo são importantíssimos, pois iremos utilizá-los como um mapa para vivermos, porém é necessário primeiramente ter o pé no chão, não idealizar coisas absurdas e fantasiosas, não vale à pena se enganar. É muito mais fácil cumprir nossas metas se não deixarmos somente no pensamento, usando um simples papel e caneta, podemos anotar tudo o que pretendemos realizar no ano que chega, e claro, não abandonar o papel no fundo da gaveta, mas colocar visivelmente na porta do guarda-roupas ou na geladeira. Comer três uvas, pulando em uma perna só, pular sete ondas na praia, cantar músicas de ano novo, são muitos os rituais, porém passar a virada do ano com quem amamos, com muito carinho e amor, sem dúvida é o melhor dos rituais, e que de fato ajudará para que realizemos nossos sonhos no ano novo.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 08h24
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Quem és tu, óh Morte? Daiane Piarete e Caio Simões “Há acontecimentos que não combinam com explicações. E mesmo que explicações existissem, não seriam capazes de aplacar a dor que provocaram. Nem sempre os claros e objetivos postulados da razão cartesiana conseguem resolver as questões humanas. Saber o porquê da morte não sana nem preenche a ausência sentida... O amor nos socorre do esquecimento. Retira o poder definitivo da lápide, porque sobrevive na continuidade do que plantamos." (FÀBIO DE MELO, 2008) Todo o dia se morre um pouquinho... Dentre tantas incertezas da vida, uma certeza que nos acompanha por toda existência é que a morte acontece para todos, certeza esta a qual se prefere negar pelo viver presente para prosseguir com a vida, jogando esta certeza para o incerto, o inconsciente. Mas será que isto é bom? A morte muitas vezes é associada ao fim colocando em questionamento a vida e seu sentido, chegar ao fim pode significar para muitos ser esquecido, e ninguém quer ser esquecido. É como se a lápide enterrasse as lembranças do que foi vivido, impossibilitando a sobrevivência da continuidade do que foi plantado. A morte é um fenômeno do cotidiano, a vivemos como se fosse do outro e fugimos de sua singularidade, que seria “viver” a nossa própria, ou seja, os outros morrem e eu não. Afastamos essa possibilidade de nós mesmos, achamos que sempre vai dar tempo, e que amanhã poderemos continuar envolvidos com nossos planos e projetos. Pensar na morte pode ser angustiante, por nos aproximar de algo que é ameaçador e aterrorizante, porém essa angustia é um manifesto de possibilidades de ser o autor de sua própria história, sempre a partir ou não de uma construção. Confuso? Pois bem, em vista ao fenômeno da morte podemos nos deparar com a falta de sentido no mundo, e a nossa sustentação está em ser autor do sentido de nossa própria existência. Estamos lançados em um mundo na corrida contra o tempo, porém somos seres criativos e de possibilidades e dentro dessas perspectivas cabe-nos transformar a leitura do nosso próprio tempo e de nossa própria história. Para isso vivemos de escolhas e a cada escolha que fazemos decretamos morte a outra possibilidade que não foi escolhida, ou seja, algo em nós morre todos os dias, pois não dá pra fazer tudo ao mesmo tempo. Podemos refletir ainda, que a morte faz parte de nossa vida e ela acontece a todo o momento em nossa existência. Ela se dá, por exemplo, em nossas perdas, separações, amadurecimentos, quebras de vínculos, algo em nós morre para outro nascer, algo em nós é deixado para outro ser inserido, isso acontece em etapas como: deixar a casa dos pais e casar, adolescência para vida adulta, troca de emprego, uma doença e a necessidade de criar possibilidades para adaptar-se a nova condição, entre outros. Temos tendência a não falar de nossas perdas, pois assim distanciamos a nossa consciência do fim. Mas será que isto privilegia nossa existência e o que podemos aprender com as perdas, será que é mesmo o fim? Que tal pensarmos também qual o sentido que fornecemos a cada morte que vivenciamos em vida? De que fim afinal estamos falando? A fé, por exemplo, é algo que faz o ser humano acreditar que valeu a pena, faz com que acreditemos que o que foi vivido sobrevive na continuidade do que foi plantado. “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados”. (1 Corintios, 52). Referência: Livro: Morte e Desenvolvimento Humano – Maria Júlia Kovacs
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 08h57
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Também de pão viverá o homem: Bulimia e Anorexia Nervosa Caio Simões Daiane Piarete Já ouvimos muitas coisas sobre Bulimia e Anorexia Nervosa, mas quando acontece ao nosso redor, ficamos como cegos, incapazes de reagir. Porém, isto é apenas um dos sintomas: a negação. A principal diferença entre a Bulimia e a Anorexia é que no primeiro, a pessoa se alimenta de forma anormal, muito acima do esperado, e seguem-se rituais de eliminação do que foi ingerido, ou através de vômito, ingestão de laxantes, diuréticos, ou exercitando-se até a exaustão; já na Anorexia Nervosa o doente não se alimenta devidamente. Faz uso de regimes alimentares extremamente restritivos, chegando a não comer por vários dias. Tudo isso acontece devido uma distorção da imagem corporal. O doente não percebe que está emagrecendo, mesmo quando os seus ossos começam a aparecer. Sempre acredita que está muito acima do peso. Mas antes de pensarmos as causas e os possíveis tratamentos, é necessário esclarecer que estes sintomas podem ser sinais de alguma outra doença. Por isso, se estes sintomas principais estão presentes, é necessário visitar o médico para fazer exames e investigar motivos físicos para estes sintomas, até por que o doente costuma mentir sobre comportamentos descritos no parágrafo anterior. Após eliminar possíveis doenças, pode-se chegar ao diagnóstico de Bulimia e Anorexia Nervosa, que têm origem genética, física, psíquica e social. Por conta dessa abrangência de origem, o paciente nessa condição deve ser cuidado por uma equipe interdisciplinar com psiquiatra, nutricionista e psicólogo, para cuidar da pessoa como um todo, envolvendo todos os aspectos de sua existência. As causas desses transtornos são bastante complexas, pois são multifatoriais. Observa-se que a maneira como a mídia define a imagem corporal “perfeita”, através de um modelo socialmente aceito (pessoas magras, quase sem gordura corporal), os estudos científicos tendo como resultado a idéia que gordura sempre faz mal, e as relações familiares da atualidade acabaram colaborando para o aumento dos casos desses transtornos. O apoio incondicional da família é fundamental, compreendendo que estes comportamentos são compulsivos, ou seja, a pessoa está fora de controle. O esforço é também voltado para não relacionar seus comportamentos frases como “Isto é frescura”, “você está enlouquecendo”, etc. Não adianta insistir com o doente dizendo que ele está magro, que está horrível, que está morrendo. Ele é incapaz de ver como nós. O que a família deve fazer é encorajar o paciente para buscar ajuda, além de compreender e ajudar quando o mesmo sofrer recaídas. Fonte: http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/640/anorexia-nervosa-e-bulimia http://www.alemdaimagem.com/br01d.php
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 08h15
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Meu primeiro emprego! Psicólogo: Luiz Nelson Dévia Neto Muitos adolescentes se preocupam e “esquentam a cabeça” na busca pela primeira oportunidade, primeiro estágio, primeiro emprego. Mais por aonde ir? Onde procurar? Como achar? Segue algumas dicas que serão úteis a todos que estão em busca do primeiro emprego, ou até mesmo quem busca uma mudança em sua vida profissional. Conhecer o mercado em que pretende atuar. Muitos jovens ainda têm essa dúvida, é válido buscar escolas técnicas que fazem parcerias com empresas, assim encaminhando para o mercado de trabalho. (Senai, E.T.E, Senac). Elaboração do currículo. Não tenha receio em distribuir o seu Currículo sem experiência descrita, coloque assim. “Em busca do primeiro emprego”. Definir os meios para buscar uma vaga. Na maioria das vezes o primeiro emprego vem por meio de amigos ou conhecidos. Sites e instituições de estágios como (Clasa, Jovem Cidadão, NUBE, CIEE, Emprega São Paulo) são ótimas ferramentas, sem contar nas empresas de Telemarketing que oferece muitas vagas destinadas aos jovens, que de certa forma serve de ponto de partida para o que se sonha. Preparação para a entrevista, como me comportar. Esse é um momento em que devemos mostrar quem somos realmente, não passe uma impressão que possa ser desmentida ao longo do tempo. Pense positivo, fale de uma forma confiante e que o entrevistador te escute. Como se vestir em uma entrevista. Homens: Calça, camisa, cabelo bem arrumado e devidamente curto. Nada de ir com boné e bermuda. Mulheres: Cuidado com as roupas curtas e decotadas. Calças e camisas/blusinhas são de bom agrado. É uma entrevista e não uma festa, ok!? Traçar objetivos e metas a serem alcançadas. Essa etapa parece ser complicada, mais podemos pensar em objetivos e metas a curto prazo, por exemplo. Hoje meu objetivo é um emprego, após conquistar pode ser a faculdade e assim por diante. E claro, pense sempre positivo e não desista no primeiro não que receber. Boa sorte.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 09h03
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OBESIDADE Psicólogos: Daiane Piarete e Caio Simões Como já foi abordado em outras matérias, se refletirmos, atualmente nossos padrões culturais exigem a nossa população preocupações com a autoimagem e boa forma, isso mostra o quanto as pessoas tem se incomodado com o excesso de peso. Não foi sempre assim, antigamente a gordura era vista como “boa saúde”, sendo hoje vista como um problema grave. Estamos abordando algo muito sério, até porque, segundo o IBGE no Brasil, 36% da população é obesa ou está acima do peso. “Em uma pesquisa realizada no E.U.A os empregadores, por exemplo, relutam em contratar pessoas gordas,16% dos empregadores disseram que não contratariam mulheres obesas. Os candidatos obesos de ambos os sexos são descritos como "menos competentes, menos produtivos, desorganizados, indecisos e inativos." Além disso, os obesos recebem salários menores que não obesos nos mesmos cargos. “ (Site citado no final do artigo). O preconceito contra a obesidade é marcante e pode ser para essas pessoas fonte desencadeadora de sofrimento psíquico. Vale a alertar que é extremamente errôneo afirmar que a pessoa obesa fica assim porque quer. Pelo contrário, suas causas são múltiplas, envolvendo fatores genéticos, metabólicos, comportamentais, culturais e sociais. Por exemplo, hoje devido aos meios tecnológicos/facilitadores (fast-food, computadores, TV com controle remoto) e a rotina diária de trabalho vem tornando o sedentarismo parte de nossas vidas, não há tempo para atividades física, boa alimentação, lazeres... Tudo tem que ser muito rápido e nessa rapidez é esquecido o cuidado com si próprio. Devemos nos alertar que a educação alimentar e o cuidado com o corpo, não é para ser vista como “tenho que ter o corpo perfeito”, mas sim como “preciso cuidar e estar atento a minha saúde”. Afinal a obesidade desencadeia outras doenças associadas, como: as cardiovasculares, endocrinológicas, respiratórias entre outras. Problemas e conflitos psicológicos direcionados a autoimagem podem ser causadores ou conseqüências da condição em ser ou estar obeso. Percebe-se em pessoas obesas, índices maiores de depressão e ansiedade, inclusive percebido também a dificuldade dessas pessoas se regrarem em uma dieta, algumas, por exemplo, sofrem de hiperfagia noturna, ou seja, comem compulsivamente principalmente na madrugada, devido também terem seus aspectos emocionais mais alterados e de difícil controle. Há tratamentos para a obesidade, existem profissionais especializados para tratarem este problema, são eles: Endocrinologistas, nutricionistas, nutrólogos, psiquiatras, psicólogos. Cada caso de paciente é um caso, por isso é necessário utilizar da orientação de profissionais especializados para ser direcionado ao tratamento necessário, principalmente quando se é utilizado medicação controlada, é imprescindível o acompanhamento médico. Importante que o tratamento médico seja acompanhado pela psicoterapia que ajuda a identificar fatores desencadeadores de todo processo que acomete a obesidade, contribuindo na orientação da pessoa e familiares que passam por esta situação. Leia mais sobre este assunto nos sites que utilizamos para pesquisas: http://www.tiojuliao.com.br/Ana_Lyse/Dicas_psico_sociais/psic01.php http://web.taktos.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=111
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 09h02
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www.amputadosvencedores.com.br 3338-1791 (43) DEPOIMENTO DE FLÁVIO LÚCIO PERALTA No dia 21 de agosto de 1997 seria o dia em que mudaria toda a minha vida. Trabalhava em uma empresa que fazia troca de transformador de alta tensão. Logo após o almoço saímos para fazer uma troca em uma chácara. Chegando ao local preparamos todas as ferramentas para executar o serviço. Logo em que subi a escada seria o momento em que levaria um choque de 13.800 volts,ficando pendurando ao poste e preso ao cinto, o que evitou que caísse lá de cima. Graças à equipe de resgate, que chegou logo ao local, eu fui retirado de cima. Aí começaria toda uma longa historia em minha vida. Chegando ao hospital com os braços queimados e parte do pé esquerda machucado, fui parar direto na UTI, mas a preocupação não seria essa no momento, mas sim com a parte interna do meu corpo. Meu rim não estava funcionando e se ele não funcionasse eu estaria morto hoje. Fazia três dias que estava urinando sangue, mas graças a Deus ele começou a funcionar. Após passar isso, a nova preocupação seria em tentar recuperar os meus braços que estavam queimados, devido ao choque. Mas, infelizmente não teria, mas jeito e a única possibilidade seria a amputação dos braços. Eu estava inconsciente e não sabia o que estava acontecendo. A autorização para fazer a amputação ficou para os meus pais. O que não deve ter sido muito fácil para eles. Após fazerem a amputação houve uma infecção nos braços e tive que voltar para a sala de cirurgia para amputar mais uma parte dos braços. Depois começou a parte dos curativos. Quando a enfermeira chegava no quarto dava vontade de sair correndo. Com os braços abertos para fazer a limpeza senti uma dor insuportável. Então colocavam gazes na minha boca para poder gritar de dor e para que as outras pessoas não se assustassem com os meus gritos. Passou a fase de curativos. Agora seria o momento de fazer uma plástica no que restou. O médico tirou a pele da minha perna para fazer o enxerto nos braços. Para essa cirurgia foi necessário ficar no hospital uns 40 dias. Após a recuperação viria o momento de deixar os braços preparados para colocação das próteses. Mas, meu braço esquerdo, o qual sobrou o cotovelo, teria que aumentar mais ou menos 6 cm, através da colocação de um aparelho, chamado Ilizarove Nesta cirurgia, coloca-se um aparelho com um monte de ferro dentro do osso. Nesse momento as dores foram insuportáveis. Mas, deu tudo certo. Quando fui tirar este aparelho tive um choque anafilático, causado pela anestesia. E lá fui eu parar na UTI de novo. Ocorreu tudo bem e fui embora no outro dia. Agora teria que fazer um enxerto na pele que estava fina se não suportaria a prótese. Vamos lá de novo para cirurgia. O médico tentou tirar a pele da barriga, mas houve rejeição. Tive então, que colar o braço na barriga por 30 dias. Aí, deu certo. A pele da barriga foi parar na ponta do braço. Essa cirurgia existe a mais de 50 anos. Depois de tudo isto já tinha feito mais de 11 cirurgias. e estava pronto para fazer colocação das próteses. Hoje vivo muito bem sem os meus braços e a cada dia agradeço a Deus por ter me dado minha vida de volta. Independente de ser um deficiente físico, amputado, hoje percebo que qualquer pessoa está sujeita a muitos preconceitos. Esses sempre vão existir. Depois de ter passado por uma experiência como essa, dou valor muito mais na vida. Consegui colocar minhas próteses e me adaptei muito bem. Estou casado após o acidente e sou pai de um menino. E lutei muito para idealizar o site http://www.amputadosvencedores.com.br, criado em 2001. À partir de 2006 iniciei a carreira de palestrante, fazendo palestras na área da segurança do trabalho e Sipat/Cipa. Tive o privilégio de criar a cartilha “Vamos Praticar Segurança no Trabalho e ser o autor do livro Amputados Vencedores – Porque a Vida Continua, lançado em 2010. POR TUDO ISSO, AGRADEÇO AOS MEUS PAIS, MEUS FAMILIARES E AMIGOS PELO APOIO E PELA FORÇA QUE ME DERAM. TAMBÉM AGRADEÇO ÀS PESSOAS QUE ME FIZERAM DESCOBRIR O QUE ERA O AMOR: A MINHA ESPOSA JANE E AO MEU FILHO VINICIUS. Observação: Flávio agradecemos o depoimento enviado e nos sentimos linsongeados por você compartilhar a sua história conosco.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 14h54
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O poder do silêncio Psicólogos: Daiane Piarete e Caio Simões Há ocasiões em que o silêncio de uma pessoa torna-se mais sábio do que qualquer palavra que poderia ser pronunciada... Este silêncio em relação ao meio que nos cerca acaba tornando-se um momento de profunda reflexão e auto conhecimento, em busca de nossa própria essência. (Rabino Yitzchak Ginsburgh) O que é o silêncio? A ausência de som, a ausência de FALA, a ausência de movimento. Muitas vezes é entendido como covardia, bronca ou falta de algo, mas em muitos momentos que não percebemos, ele é reparador, curador e apaziguador. O Pe. Paulo Batista Borges, em seu artigo O valor do silêncio, explica que “... etimologicamente o termo silêncio vem de silentĭum, de silens (silere) que significa estar em repouso, tranqüilidade, descanso...”. Pois é, vivemos em um mundo que existe tanto barulho, tanta informação a todo o momento, que estamos esquecendo o que é o silêncio, e a importância fisiologia, psicológica e espiritual que ele tem em nossa vida, rebuscando até seu sentido etimológico: repouso, tranqüilidade e descanso. Quem hoje em dia consegue, em algum momento do dia ou da noite, estas práticas. Muitas vezes até nossos sonhos não são nada tranqüilos, não é mesmo, pois temos vivido momentos de tanta violência e desamor que tudo isso invade nosso mundo interno e toma conta de nossos sonhos. Mas esta palavra também traz o sentido de “calar”, “omitir-se”. O que acham disso? Existe espaço para calar? Não, pois se omitir em nossa sociedade é encarado como algo negativo, o que nem sempre é. Nós nos calamos para dar espaço para o outro falar, nós nos omitimos para deixar o outro fazer por si só e aprender com isto, e isto é AMAR. É um ato de amor sair do espaço, deixar o egoísmo, o egocentrismo de nossos tempos, para o outro também aparecer, isto também é silenciar, isto é AMAR. Temos nos calado para ouvir o outro? Temos dado espaço para o outro? Claro que não, o desespero do relógio de nossos tempos não nos dá tempo para isto. Só há tempo para a nossa fala, afinal, temos que aparecer mais que os outros, para nos destacar no emprego, na igreja, na família. Para que aparecer tanto? Por que me colocar na frente dos outros e não dar espaço para o silenciar. Simplesmente por que o silêncio revela quem nós somos de fato, nos desmascara e normalmente acreditamos que não sobrará nada após nos defrontarmos com nós mesmos. Infelizmente não entendemos o quanto podemos aprender com o silêncio, o quanto podemos nos conhecer, encontrar nossa miséria para não ficarmos parados, mas fazermos algo com isto, se mover em direção ao outro e considerá-lo, saindo de nossa “cápsula” egóica. Assim como a palavra cura, o silêncio também cura, traz uma paz interior tão sublime que nos faz esquecer toda a perturbação e a aflição que este silêncio antes provocava. Faça uma experiência: se tranque sozinho em seu quarto, simplesmente silencie e se procure. Se sentir vontade de chorar, chore, se sentir vontade de rir, ria, você certamente voltará transformado dessa experiência. Fonte:http://www.seminariomaiordebrasilia.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=106:o-valor-do-silencio&catid=3:documentos&Itemid=28
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 09h26
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O Poder das Palavras Psicólogos: Daiane Piarete e Caio Simões “Viemos ao mundo para dar nomes às coisas; dessa forma nos tornamos senhores delas ou servos de quem as batizar antes de nós!” Lya Luft Olá, queridos amigos leitores, a proposta da coluna neste mês é poder refletir sobre o poder das palavras. Encontramos um texto de Gabriel Chalita no qual ele escreve: “Todos os dias você tem o poder de destruir e de construir as pessoas.” E nós podemos acrescentar: pelo que você “FALA”. Outro dia ouvimos em uma palestra uma psicóloga dizer: “Somos lembrados pelo que fazemos o outro sentir”, indo além da frase, pensamos: “Com o que dizemos”, e essa marca pode ser positiva ou negativa. Claro, nem tudo que sai de nossa boca agrada quem está ouvindo, por quê? Talvez, pela maneira como é dita, como diria Padre Fábio de Melo para cada palavra há uma canção diferente, de maneira que você pode escolher a música que faça bem aos ouvidos de quem escuta. Jesus dizia coisas duras, mas a música de suas palavras era sedutora e fazia bem a quem ouvia. Seremos melhores entendidos se buscarmos uma música suave para colocar em nossas palavras mesmo que ela seja dura. A palavra quando dita com pressa, sem pausa para pensar pode ser mal-dita e ela pode “marcar”, “rotular”, “machucar” alguém, levar consigo um batismo para toda uma vida, não é algo agradável e existem palavras que depois de ditas são difíceis de serem apagadas, difíceis de serem curadas para quem a ouviu e até mesmo para quem a pronunciou. Somos diferentes, cada um ouve diferente, e devemos pensar na música que cada um gostaria de ouvir, devemos pensar no que construímos e destruímos a cada dia no poder de falar. Devemos utilizar o poder que nos é dado para fazer o melhor. A Palavra é poderosa e quem a pronuncia é dono desse poder. As palavras podem provocar vários sentimentos, ela pode alegrar, entristecer, fazer viver ou matar, pode aliviar e pode angustiar, rir ou chorar, amar e odiar. “A palavra faz parte da nossa essência; com ela, nos acercamos do outro, nos entregamos ou nos negamos, apaziguamos, ferimos e matamos. Com a palavra, seduzimos num texto; com a palavra, liquidamos - negócios, amores. Uma palavra confere o nome ao filho que nasce e ao navio que transporta vidas ou armas.” (Lya Luft) Mas a palavra é uma das ferramentas para nos curar, pois “Falar também é a essência da terapia; pronunciando o nome das coisas que nos feriram, ou das que nos assustam mais, de alguma forma adquirimos sobre elas um mínimo de controle. O fantasma passa a ter nome e rosto, e começamos a lidar com ele.” (Lya Luft). Assim como o silêncio também é terapêutico e essencial, através dele podemos parar e refletir no que dizer, no que nos foi dito, no que falamos. “Na palavra, a comunicação se realiza. No silêncio, ela se completa. Pois a compreensão se concretiza a partir do silêncio. Há poder em ambos e a sabedoria é usar bem esses dois tempos da comunicação... Palavras erradas costumam machucar para resto da vida, já o silêncio certo, esses possuem o dom de consertar. Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria”. (Padre Fábio de Melo). Caros leitores depois dessa nossa reflexão, através também de pessoas que pararam para pensar neste assunto, podemos compreender que o errado não é o que se diz, mas como se diz, o momento que se diz. É importante também silenciar nossas inquietações, primeiro ouvi-las, amadurecê-las dentro da gente antes de dizer ao outro. "Convive com os teus poemas antes de escrevê-los. Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consuma com seu poder de palavra e seu poder de silêncio." (Carlos Drumond de Andrade) Referências: Lya Luft – A Força das Palavras Padre Fábio de Melo - Silêncios e palavras Gabriel Chalita – O Poder das Palavras Jornal - "MISSÃO JOVEM" http://www.pime.org.br/missaojovem/mjeducpoder.htm Carlos Drumond de Andrade – Procura da Poesia
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 15h20
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Mentira, prisioneira de almas Psicólogos: Caio Simões e Daiane Piarete De onde vem a idéia que 1º de abril é dia da mentira? Este dia tornou-se conhecido como dia da mentira primeiramente na França, quando o calendário gregoriano passou a ser adotado em todo seu território, na idade média, determinando como início do ano dia 1º de janeiro. Antes esta data se comemorava com o advento da primavera, entre os dias 25 de março à 1º de abril. Alguns franceses insistiram em comemorar o ano novo com a primavera, sendo vistos com chacota pelos que já comemoravam com o calendário novo. Estes enviavam presentes estranhos e de mau gosto, e marcavam festas que na verdade não existiam, para brincar com estes que insistiam no inevitável. Esta brincadeira ganhou o mundo, e muitos países a realiza hoje. Mas e quando a mentira perde o lugar da brincadeira e acaba se transformando em um cárcere para a alma? Quando mentimos nos tornamos escravos dela, pois sempre teremos que justificá-la, e cada vez que mentimos mais, nos permitimos mentir mais, correndo o risco de desenvolver um distúrbio chamado de Pseudolalia ou Mitomania, quando a pessoa perde o controle sobre as mentiras que fala. Neste instante a pessoa precisa de ajuda profissional, já que ela mesma é incapaz de parar de mentir, até para si mesma. É certo que é muito difícil vivermos sem “uma mentirinha” de vezes em quanto, pois acabamos ferindo as pessoas se falarmos tudo o que pensamos, ou mentimos também para evitar um desastre, uma desavença, ou ainda como mecanismo de sobrevivência. Porém, ainda que feríssemos as pessoas, acredito que elas preferiram que as feríssemos com a verdade do que com o “não saber”, que acaba se expressando inconscientemente, acabando casamentos, causando inúmeras violências. É muita ingenuidade acreditarmos que sempre que mentimos tudo passa despercebido. A pessoa de fato não saberá que estamos mentindo, mas saberá que tem algo errado, pois nosso inconsciente nos entrega, com os atos falhos. Mas o pior dano que a mentira provoca é em quem mente. Ficar preso na mentira não é nada agradável, pois ela se torna senhor em nossas vidas, e vivemos dependentes dela, escravos de algo que nós mesmos criamos. A Bíblia já nos aconselha em São João 8, 44: o pai da mentira é o demônio. Sendo assim, vivemos em liberdade quando não mentimos ou quando mentimos, nos arrependemos e contamos a verdade, além de pedirmos perdão para quem mentimos, nos libertando deste “senhor”, que não tem nenhuma piedade de nós. Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_mentira
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 15h19
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ZOOLÓGICO HUMANO Psicólogos: Daiane Piarete e Caio simões O que pensar das pessoas que participam de reality show? Pessoas que entraram em competição por dinheiro? Por que é tão importante competir? Qual o preço da fama? São várias perguntas que podemos fazer referente a este assunto. Críticas, elogios, mas é algo que de alguma forma atrai o olhar do público. De fato representamos alguns papéis durante nossa vida, ora fomos filhos, ora somos pais, ora somos amigos, profissionais, marido, esposa, e por ai vai. Mas dentro de uma casa onde se divide espaço com pessoas estranhas, que tipo de papel é representado? É possível colocar uma máscara e fazer as pessoas acreditarem que é algo que nem sempre é o real? Vale à pena criar um personagem por alguns dias de fama? Indo além, podemos refletir qual o preço disso tudo. Depois de ser assistido por milhares de pessoas, como voltar a vida social? De fato haverá uma grande repercutição, que pode ser boa ou ruim. Afinal aquilo que representamos faz parte de nós e diz quem somos. Reality Shaw ou zoológico humano? Pessoas que se isolam de uma vida social para se expor, ganhar dinheiro, poder e fama. Todos os valores aprendidos com os pais, até com as vivências cotidianas, perdem espaços para a ganância cega, a sede de ser o melhor e a vontade de ganhar uma fortuna, como se esta pudesse resolver os problemas pessoais. Como se o dinheiro e a fama tivesse a capacidade de arrancar tudo o que é ruim de dentro do ser, e colocar tudo o que é bom. Com certeza, a fama e o dinheiro podem colocar comidas mais requintadas, dar carros mais caros, casas melhor mobiliadas, mas nunca poderá dar moral, altruísmo, alteridade, compaixão, amor, felicidade. Tudo isto depende somente de como escolhemos viver, e se nos abrimos para a relação com o Outro, não se isolando, como fazem os “Brothers”, como se estivessem treinando para aprender como se tornar um rico famoso: egocêntrico, hipócrita e isolado de todo o mundo, por achar que é melhor. Porém, o maior perigo é assistirmos esses programas, jogando todos nossas identificações em personagens nada exemplares, muitas vezes criando um falso conceito de que para ter sucesso é necessário os adjetivos colocados no parágrafo anterior. Nesta perspectiva, antes de assistirmos este ou aquele programa, achando que as coisas negativas não estarão te tocando, tente entender de fato o intuito do programa, normalmente voltado para alienar e criar faltos conceitos, e se permitir escolher assistir ou não, de maneira mais consciente.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 09h44
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Tempestades: Caos Urbano Psicólogos: Daiane Piarete e Caio simões Imagine acordar no meio da madrugada, e toda a sua casa estar cheia de água, estragando móveis, eletrodomésticos, trazendo muita lama e doenças. Pois é, temos acompanhado pela TV inúmeras famílias nestas condições durante intermináveis 45 dias. Não são somente objetos que se perdem, mas a confiança de estar seguro na própria casa, e até mesmo parentes que as águas levam sem nenhuma compaixão. Será possível se levantar de um tombo tão grande? Não, se tudo permanecer igual, com possibilidade de repetir tudo de novo. Tudo o que resta é a solidariedade das pessoas conhecidas e desconhecidas, que nestes momentos, sensibilizadas com a situação, faz até o impossível para ajudar. Porém, estas pessoas não precisam somente de ajuda material, mas também e muitas vezes principalmente, de ajuda psicológica, por todo o sofrimento envolvido na enchente. Se abrir para ouvir a queixa, angústia e tristeza das vítimas de catástrofes naturais, compreender sua situação, olhar nos olhos, compartilhar um abraço. Tudo isto é muito importante nestes momentos. Nem sempre é necessário falar algo para elas, mas sim ouvir, e “ser presença”, valorizar a pessoa, e ajudá-la em sua auto-estima. Sempre existe um novo começo para todos, e frente a um desastre, uma palavra de uma vítima de enchente do Vale do Paraíba me chamou a atenção: “Esperança”. É isto, esperança, e o desejo de levantar, de continuar e procurar uma melhor forma de lidar com as perdas. Precisamos pensar também nas questões que levam as pessoas a procurar regiões da cidade que não oferece nenhuma infra-instrutora para a habitação. O descompasso social, em que alguns nem sabem o que fazer com o dinheiro, e outro ficam dias sem comer ou beber água é o grande responsável por isto. Não existe da parte do governo um investimento concreto para resolver os problemas de habitação. Existem políticas habitacionais que tentam amenizar o problema, porém, este está longe de ser resolvido. A postura da classe média pode ser, em vez de ajudar com alimentos, água ou dinheiro, quando as famílias já estão desabrigadas por causa destes desastres (o que repito, é importante), ser ativa na cobrança de uma postura mais efetiva da parte do governo, que tem sim verbas para aplicar nestas políticas, porém, facilmente são desviadas, e acabam em bolsos, meias e pastas de políticos vergonhosamente perversos. Neste ponto, cabe a força de nosso voto para mudar este panorama. Pesquise a vida de seu candidato, não vote através de “santinhos” que entregam para você no dia de votação. Seja consciente ao votar!
Existe uma maneira de ajudar a diminuir a enchente? O que se pode fazer é conscientizar a poupulação a fazer sua parte como: Jogar o lixo no lixo, seja este lixo um papel de bala como um entulho de construção. Procurar na educação uma maneira de melhorar nosso país. Levando palestras educativas e projetos onde possibilita os estudantes a colocar a mão na massa e sentir o que é ter uma cidade limpa, e assim passar a bola, ou seja educar quem está a sua volta. Toda cidade tem ouvidoria na prefeitura, cobrar do seu prefeito resultados para sua cidade, uma poupulação unida consegue seus beneficios. Procure pessoas que fazem parte de comissão de bairro e lute pelo seu direito de morar em uma cidade limpa. Mas o principal colabore, pois só podemos exigir quando fazemos nossa parte.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 07h24
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Aposentado de um trabalho ou da vida? Psicólogos: Daiane Piarete e Caio Simões O homem começa a envelhecer quando as lamentações começam a tomar o lugar dos sonhos. (John Barrymore) Depois de anos de trabalho e produtividade constante, chega a hora de se aposentar. Para muitos, é um alívio. Mas para outros, ficar ocioso pode ser um tormento. A falta de atividades e o tempo desocupado castiga e pode até levar muitos idosos à depressão e a outras séries da doenças associadas ao mal da ociosidade. O processo da aposentaria é uma vivencia de luto para o ser humano, ou seja, é um processo de desligamento, de separação, de quebra de um vinculo, com uma empresa, com a produtividade. Muitas vezes o “encerrar uma carreira profissional” traz evidências do “estou envelhecendo”. E como lidar com isso? De fato ouvimos de algumas pessoas que quando chegam nesse processo, se sentem deprimidas, e próximas a morte. Como podemos conscientizar e até mesmo colaborar com nossos aposentados, que se encerra uma etapa e se começa outra na vida? Encerrar uma carreira não significa encerrar as atividades do cotidiano, pode ocorrer diminuição da produtividade, afinal precisamos pensar no físico que com o passar do tempo sofre transformações, mas devemos pensar que temos que buscar qualidade de vida, saúde e bem-estar e pra isso precisa-se estar atento aos desejos e sonhos que devem ser sustentados e porquê não realizados. Assim como aprendemos a dar os primeiros passos quando crianças, podemos pensar em como dar os primeiros passos para envelhecer bem. Por que não um passeio? Um artesanato? Até mesmo um novo trabalho? Ou o resgate de um sonho antigo? Infelizmente não temos algo ou alguém que nos prepare para essa etapa. Que tal ficarmos atento e nós mesmos criarmos um jeito de entrar nessa fase? Estar com pessoas que enfrentam a mesma situação, pode colaborar e muito, trocar informações, angústia, colocar “para fora” aquilo que sente permite amenizar o que está guardado dentro da gente. Vale lembrar que viver sem emoção é matar a vida pouco a pouco. Permita-se sentir, permita-se estar, permita-se fazer por você o melhor que consegue. Fonte: www.portalaz.com.br Me aposentei a pouco tempo, e me sinto desmotivado com a vida. O que posso fazer para ficar melhor? (Anônimo) Que tal pensar nas possibilidades que a vida te trás nesse momento. Se permita aproveitar de seu tempo. Se pergunte o que tem vontade de fazer. E nas suas possibilidades realize. Muitas vezes ficamos inundados nos desânimos e esquecemos que dentro da gente há saídas para vencê-los. Como criar coisas novas, desfrutar dos desejos e sonhos que até então não puderam ser contemplados, dar um tempo para descansar e aceitar que está em outra etapa da vida. Isso faz uma grande diferença. Não podemos descartar que se o desânimo perdurar por muito tempo, vale a visita a um especialista.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 07h57
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Natal: momento mister de comunhão Psicólogos: Caio Simões e Daiane Piarete Podemos tocar no ar a comunhão das pessoas no Natal. É impressionante como ficamos mais emotivos, pensativos, atraídos por algo que está além do mundo físico. Passamos o ano todo correndo de um lado para o outro, ficando cada vez mais individualizados, voltados para nós mesmos e para o fazer, conquistar e realizar. O natal é um momento que nos abrimos, como quando crianças abríamos os presentes. Abrimos-nos para o Outro, para deixar de lado nosso egocentrismo dos outros dias do ano para nos desindividualizar, ou seja, sair de nossa costumeira casca para compartilhar, contemplar, voltar a sentir aqueles sentimentos mais primários, em que o Outro volta a integrar nós mesmos, cada célula, essencialmente o coração, na tentativa de transformar o sentimento de todos em um só. Porém, este é um processo que nem todos conseguem atravessar, ficando a parte, com ressentimentos, tristezas, solidão, ainda que na presença de todos os parentes. O que acontece? Por que o natal acaba dando tanta alegria para uns, e tanta tristeza para outros? Podemos entender por que de fato essas pessoas preferem, inconscientemente, permanecer na individualização, a voltar a sentir o prazer de se “re-juntar” ao mundo. É especialmente difícil para algumas pessoas se misturar, se juntar a outras, principalmente por que elas acreditam que aquilo que é delas, não pode ser de mais ninguém, e aquilo que é do outro não serve para elas. Passam todo o ano fugindo de atividades em está envolvido o se abrir, interagir. Acreditam que se abrir seu interior, se desfazerem-se, para se refazer no outro, não sobra nada deles, não conseguindo se refazer após as festas. De fato temos que tomar cuidado de não esquecer quem somos, nossos valores, nossas crenças, pois caímos no perigo de nos alienar, ou seja, fazer somente por que o outro disse para fazer, acreditar somente por que o outro disse para acreditar. Mas podemos compartilhar, entregar aquilo que é “nós”, e receber aquilo que é o “outro”, e nesse processo podemos crescer, e multiplicar idéias de união, paz, felicidade e alegria. Podemos levar este espírito de união para outras épocas do ano, por exemplo, nos momentos difíceis de catástrofes ambientais, violências sociais gratuitas, direitos violados, não somente os nossos, mas até mesmo de pessoas desconhecidas. Temos que entender que quando nos unimos, quando nos “completamos”, nos integramos, o mundo fica menos duro, mas “doce” ao paladar. Porém, para isto, temos que deixar nosso egocentrismo de lado,quando acreditamos que nossa forma de pensar e agir é a única correta, para nos abrir a uma nova forma de se posicionar frente ao Outro, considerando sua diferença, sua forma de pensar e agir, e questionar sobre nossos conceitos preconcebidos, e se abrir para a existência do outro, sua história de vida, o que pode nos ensinar muitos sobre a vida. Pergunta: Me sinto muito mal em época de festas, até tento me animar, mas não consigo mais, ando tão cansada que só penso em ficar sozinha. L., Santo André. Não vamos poder te dar uma resposta que te tirará desta situação, pois a única que pode fazer isto é você. O que podemos propor é perguntas, para você tentar encontrar respostas: Você está tentando se animar somente com coisas de fora? Onde está sua energia vital, aquilo que te impulsiona para frente? Às vezes colocamos nossas expectativas somente em coisas externas, esquecendo que as motivações internas é que nos movimenta para frente. Não acredito que você fique assim por causa das festas. As festas são os momentos que essas sensações vêm à tona, pois todos estão contentes, felizes, menos você. O que está te cansando? Mesmo quando estamos cansados fisicamente, quando estamos contentes, nosso corpo se refaz. Este cansaço pode ser o sintoma de que algo não anda bem fisicamente, ou psicologicamente, pois ele te leva a se isolar. É importante investigar com o médico se isto pode ser anemia ou alguma outra questão física, e com o psicólogo, o que tem acontecido em sua vida que está te “roubando” a energia vital.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 07h52
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PRECONCEITO Psicólogos Daiane Piarete e Caio Simões “Aprendemos a voar como os pássaros, a nadar como os peixes; mas não aprendemos a simples arte de vivermos juntos como irmãos”. (M. Luther King). Olá Caro leitor, este mês vamos falar de preconceito... De acordo com o Dicionário online Priberam preconceito é a Idéia ou conceito formado antecipadamente e sem fundamento sério ou imparcial. A partir dessas palavras, acredito que poderíamos pensar: O que é preconceito pra cada um de nós? Quando falamos em preconceito normalmente as pessoas já pensam em situações voltadas a raças, culturas, situações sócio-econômicas, opção sexual, religião... Então vamos além, que tal pensarmos no riso desagradável ou palavras duras frente a algo que era importante e valioso para você? Será que somos aceitos dentro da sociedade e de nossos grupos do jeito que somos? Ou em algum momento sofremos por uma idéia colocada por alguém sem nenhum fundamento sobre aquilo que acredita ser importante? Quantas vezes também nos colocamos nesse papel de “julgar”? Somos escravos dos nossos próprios pensamentos, escravos de nós mesmos. As idéias pré-concebidas não partem da sociedade e sim de nós que compomos a sociedade, nós criamos isso e as gerações vão repetindo, para alguns assuntos damos mais ênfase, um exemplo são as leis que “tentam” defender alguns tipos de preconceitos sofridos, para outros menos, porém a questão é que preconceito é preconceito, independente de que ordem ou grau seja praticado. Isso inclusive cabe uma pergunta: Será que aceitamos o outro do jeito que ele é? Será que somos aceito do jeito que somos? Para concluir nossa reportagem deixamos algumas reflexões de pessoas que hoje são reconhecidas mundialmente, porém sofreram preconceito. Estamos falando sobre poetas que deixaram marcas na história. São belíssimas obras, porém linhas escritas de sentimentos vivenciados pelo preconceito racial. Podemos recordar que Machado de Assis assistia aula pelo muro de uma escola, pois não podia entrar por causa de sua cor. “O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito desfaz-se, basta a simples reflexão”. (Machado de Assis). Lima Barreto escreveu no seu livro O triste fim de Policarpo Quaresma: “Mulato, desorganizado, incompreensível e incompreendido, era a única coisa que me encheria de satisfação, ser inteligente, muito e muito”. (Lima Barreto), podemos imaginar que a inteligência era um refugio para se tornar mais forte. Já Cruz e Souza, tinha uma obsessão pela cor branca, sempre presente em seus poemas, não só retratando cor de pele, porém podemos pensar que tanta discriminação não levou ele desejar essa brancura. “Irão aos poucos, momento a momento, desaparecendo, num brilho esmaecido, vago, o brilho branco e virgem das estrelas glaciais”. (Cruz e Souza). Infelizmente o passado se repete nos dias atuais, pois ainda sofremos, vivemos e fazemos parte dessas idéias “pré-concebidas”. Como mudar? Pergunta: Sempre me acho menos por causa de minha cor, como posso mudar? Como acontece o preconceito? (J.M.) Primeiramente teríamos que perguntar como acontecem as relações de poder entre os humanos. Existem pessoas que se acham melhores por ter uma cor tal, ou aquele carro, ou uma casa grande, ou por ter tal emprego. Isto tudo é criado. Se pararmos para pensar, o poder somente existe quando ambas as parte autorizam, ou seja, o dominador e o dominado. Pois bem, um chefe só é um chefe pois o empregado o reconhece como tal. Existia a escravidão não somente por que era autorizado pela corte, pela sociedade da época, pelo contexto, etc, mas também por que os escravos eram obrigados a acreditavam que eles eram menos, e não tinham direitos de um cidadão como o branco, até por que se eles não acreditasse, poderiam ser mortos, ou espancados quase até a morte. Quando alguns negros subiram para a elite, através de estudos, casando-se com mulheres brancas da corte de famílias abolicionistas, ou por esforços pessoais, tiveram consciência desta disparidade, e ganharam voz para reclamar, questionando, e reorganizar muitas vezes de maneira direta, ou indiretamente, para uma mudança de consciência da época. Isto demorou muitos anos, não aconteceu somente no momento da libertação dos escravos, e podemos até dizer que ainda precisa ser feito muito para linpar os resquícios daquela época. Portanto, quando alguém se acha mais que nós, devemos perguntar não somente por que esta pessoa se acha mais, mas a nós mesmos o que está envolvido na relação que nos faz acreditar nela, a ponto de colocá-la num “pedestal”, deixando-nos abaixo, acreditando que somos menos. Tente entender na relação de poder existente entre você e as pessoas quais as formas de violência, podendo ser física ou psíquica, que faz você se “obrigar” a ficar abaixo dela. Hoje, somente se permitirmos, alguém se coloca acima de nós.
Escrito por psi.psicologia@bol.com.br às 07h51
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